domingo, 28 de agosto de 2011

O Mestre aparece quando o discípulo está pronto.


Ouço esse provérbio muito antes de começar a trilhar o caminho do "conhecer". Muitas são as pessoas que em bate-papos informais, consultas e amigos que pedem ajuda para encontrarem um Mestre que possa ajudá-las em seus sofrimentos. Nós, ocidentais, somos incumbidos desde crianças a esperar o "Salvador" para todos os nossos sofrimentos e com isso esperamos que uma outra pessoa venha e resolva todos os nossos problemas, sejam, financeiros, amorosos, familiares, enfim, não nos ensinam que somos responsáveis por nossos próprios atos e ações. Desenvolvemos uma cultura de dependência e condicionamentos que nos deixam frustados quando atingimos certa maioridade e nos deparamos com a realidade e percebemos que não é a mesma coisa quando nós éramos completamente dependentes de nossos pais (ou familiar) e nos sentimos injustiçados e indefesos perante
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Lenda dos Kupe-dyeb

(Índios-morcego)

Conforme recolhido entre os Apinagés por Curt Nimuendaju (1939)
e traduzido por Alberto da Costa e Silva

No sertão de São Vicente, que se estende próximo ao Araguaia, existe a montanha Morcego. Nela há uma grande caverna com uma entrada em baixo, enquanto que bem no alto há um espécie de janela. Ali moravam antigamente os Kupe-dyep, seres de forma humana, mas com asas de morcego.

Um Apinagé flechara um veado perto da rocha do Morcego e acampara ali a noite porque já era tarde. Mas, enquanto ele dormia, os Kupe-dyeb vieram voando esmagando seu crânio com seus machados.

Como ele já estivesse há muito tempo ausente, seus parentes seguiram as suas pegadas e acharam seu cadáver. Em torno dele, viram também muitas pegadas, mas nenhum traço da chegada ou partida dos malfeitores.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Liberte-se





Sersenfé se considerava um grande mestre porque havia estudado todos os livros de todas as escolas de mistério da face da terra, sua busca pelo conhecimento o havia conduzido a lugares, a iniciados e a tomos de magia que antes ele nem sabia ser possível existir.

Então, refletindo sobre sua vida e onde já tinha passado, Sersenfé percebeu que existia apenas um lugar que ele não havia visitado. Era o de um ancião que vivia solitário em uma choupana no local mais inacessível da floresta, era um homem estranho que não era coberto de títulos e comendas como os outros mestres que até então ele já encontrara, era uma pessoa que vivera toda sua vida nas florestas e de lá extraira tudo o que sabia.


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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Canção de Amergin


Do Livro das Invasões ou 
Livro das Conquistas da Irlanda
(Lebor Gabála Eren)

Os Milesianos são a última onda migratória a se assentar na Irlanda. Após derrotarem os poderosos Tuatha de Danann, o povo liderado por Mil Espáine se estabelece nas terras irlandesas e encerra o Livro das Invasões. De todos os fatos narrados no texto mitológico, a invasão dos milesianos parece ser a que mais possui equivalência histórica, por sua associação com os Goidels, ancestrais dos modernos irlandeses. Segundo o Livro das Invasões, os Milesianos vêm da Cítia e se instalam na Península Ibérica, na região onde hoje fica a cidade portuguesa de Bragança (Trás-os-Montes, uma área rica em vestígios da ocupação celta pré-romana). De lá, partem para a Irlanda, onde aportam durante Beltaine, após demonstrarem grande conhecimento de magia. Um dos mais belos exemplos dessa magia é o poema recitado por Amergin, o primeiro bardo da Irlanda, ao desembarcar.

Sou uma brisa do oceano,

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mais uma celebração!






Nyctaluz Noctula





Gira a roda do ano de novo
é momento de celebração
alegria ao rever nosso povo
só contento vai no coração

Encontramos na hora marcada
combinados, de novo afinal
organizados, já a hora passada
é chegado mais um festival

Lá Brigid nos espera radiante
com seu fogo intenso a brilhar

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sacerdotes e Divindades Celtas

Resenha do Livro: Sacerdotes e Divindades Celtas

JUBAINVILLE, H. D'arbois de. Os Druidas. Os Deuses Celtas com Formas de Animais. São Paulo: Madras, 2003. ISBN 85-7374-674-2. Resenha originalmente publicada em Notícias Asgardianas : boletim bimestral de Arqueologia, História e Cultura Medieval, n. 44, dezembro de 2003.

Escritos entre os anos de 1904 e 1905 quando uma doença prendia-o ao leito e mais tarde foi o material por ele usado em suas aulas, Jubainville oferece ao leitor/estudioso brasileiro uma rica fonte de estudos acerca da religião celta. 

Jubainville com um texto simples e preciso faz um percurso histórico acerca da classe sacerdotal dos Druidas, apontando a suas funções dentro da sociedade celta, sua importância para o aprendizado tanto da alta magia como também da arte da composição e da narrativa, tanto da história do povo como o próprio aprendizado druídico. Todo esse aprendizado era transmitido oralmente o que obrigava tantos os "alunos" como os "professores" a exercitarem constantemente sua memória. Ao descrever o aprendizado tanto dos druidas como dos bardos, que freqüentavam por mais de vinte anos as escolas mantidas pelos Druidas, Jubainville nos mostra como funcionavam essas escolas e a importância da manutenção da oralidade: 


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Índios


Traduzido de "Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder" - Kent Nerburn por Leela

Nós os índios, conhecemos o silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.

Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio 
e eles nos transmitiram esse conhecimento.
"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás.
Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.


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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Nos andes


Por Nuvem que Passa

Conta-se que vivia em alto ponto nos Andes um condor fêmea.

Por razões que existem para justificar essa história essa condor estava chocando 11 ovos.

Sim, 11 ovos no mesmo ninho, nas alturas colocados sob a grande condor, protegidos dos ventos gelados.

Do nada que eram, possibilidades erráticas, começaram os ovos a se tornar sementes, potenciais seres, os genes misturados, vindos de sua longa estrada traziam consigo o aprendizado de tantas combinações.

Num certo momento os ovos começaram a ter um contato telepático entre si.

E passaram a conversar.  
Sobre o que conversavam?
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Celtas e cultura castreja


Autor - Ricardo da Costa (UFES) 
 
A cultura castreja (c. III a.C. - I d.C.): a longa tradição de resistência ibérica

Podemos afirmar que existe um hiato na arqueologia medieval lusitana para as questões sobre as quais nos propomos debruçar neste ensaio, face aos raros trabalhos publicados. Basicamente, os trabalhos sobre Arqueologia medieval portuguesa se encontram publicados em Arqueologia e História (órgão da Associação dos Arqueólogos Portugueses, 10 volumes, Lisboa, 1922-1932), mas contém essencialmente estudos sobre epigrafia, numismática e história da arte (MARQUES, 1988: 43). Uma importante exceção é o estudo das escavações sobre a batalha de Aljubarrota realizado por PAÇO (Dicionário de História de Portugal, vol. I: 109-111).

Mas não exageremos; nossa distância aumenta nosso desconhecimento. Face a esta dificuldade, percorremos um pequeno trajeto em busca de pontos em comum com o universo maior de nossas pesquisas: a guerra e seus componentes (para o caso luso, razias e fossados), nativos ibéricos e "estrangeiros", mecanismos de defesa relativos ao estabelecimento geográfico, utilização do habitat natural, etc.


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terça-feira, 16 de agosto de 2011

A história de Tuan Mac Carell.

Das lendas celtas da Irlanda


Após o fim do cerco e com a amizade estabelecida entre os dois sábios, Finnian instou Tuan para que contasse sua história.
Tuan começou:
─ Sou conhecido como Tuann, filho de Carell, filho de Muredac Red-Neck, e essas terras são herança de meu pai. Não sou tão conhecido pela genealogia de Ulster como devia, embora saiba algo dela. Eu sou sangue de Leinsterman. Sou também de uma longa linhagem e tenho uma honrável estirpe. Na verdade, sou Tuan, filho de Starn, filho de Sera, que era irmão de Partholon.
Finnian interrompeu:
─ Há um erro nessa menção, pois você citou duas genealogias diferentes.
Continuou Tuan:
─ São diferentes mas pertenço às duas.
─ Não entendo!
─ Sou agora conhecido como Tuan Mac Carell, mas nos velhos tempos fui conhecido como Tuan Mac Starn, filho de Sera.


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O Longo Caminho Para a Alegria

Autoria: Thich Nhat Hanh in “The Long Road to Joy”

I
Você já chegou.
Portanto, sinta o prazer em cada passo,
e não fique preocupado com as coisas que ainda tem que superar.
Não temos nada diante de nós,
apenas um caminho para ser percorrido
a cada momento com alegria.
Quando praticamos a meditação peregrina,
estamos sempre chegando,
nosso lar é o momento atual,
e nada mais.
II
Por causa disso, sorria sempre enquanto andar.
Mesmo que tiver que forçar um pouco, e achar-se ridículo.
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Distribuição

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