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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Eu sou

Eu sou o cervo de sete dentes,
Eu sou a inundação através de uma planície,
Eu sou o vento em um lago profundo,
Eu sou a lágrima que o Sol deixa cair,
Eu sou o falcão acima do penhasco,
Eu sou o espinho debaixo da unha,
Eu sou a maravilha entre as flores,
Eu sou o bruxo, quem se não eu
Incendeia a cabeça fria com fumaça?


Eu sou a lança que ruge para o sangue,
Eu sou o salmão em um lago,
Eu sou a atração a partir de paraíso,
Eu sou a colina onde poetas caminham,
Eu sou o javali cruel e vermelho,
Eu sou o destruidor ameaçando desgraça,
Eu sou a maré que se arrasta até a morte,
Eu sou a criança, quem se não eu
Espreita do arco do dólmen bruto?


Eu sou o ventre de cada bosque,
Eu sou o fogo em cada colina,
Eu sou a rainha de cada colmeia,
Eu sou o escudo para cada cabeça,
Eu sou o túmulo de toda a esperança.


Eu sou o vento sobre o mar.
Eu sou a onda do oceano
Eu sou o rugido das ondas,
Eu sou o poderoso boi de combate,
Eu sou o falcão no penhasco,
Eu sou a gota de orvalho no raio de Sol,
Eu sou o javali selvagem,
Eu sou o salmão da sabedoria,
Eu sou o lago da planície,
Eu sou a força da palavra,
Eu sou a lança certeira,
Eu sou o fogo que cria o pensamento.


Quem ilumina a pedra da montanha, se não eu?
Quem sabe o lugar no qual o pôr-do-sol se deita?
Quem conhece as idades da lua, se não eu?
Quem mostra o lugar de onde o sol vai descansar?
Quem chama o gado de volta para casa, se não eu?
Quem é o Deus da forma, da batalha e dos ventos?
Quem é que sabe o segredo do dólmen, se não eu?

Amergin, o Druida
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sábado, 3 de novembro de 2018

Belatucadrus, Bel, Bilé

Assim como Danu, Bel é uma das deidades mais antigas, com muitas contrapartes em outras culturas. A partir do momento em que as tradições desenvolveram-se independentemente, determinar a verdadeira história de Bel tornar-se algo difícil. Em um resumo simples, Bel é o deus do Outro Mundo, talvez o marido de Danu, e portanto o pai titular das Tuatha Dé Dannan. Em algumas tradições, ele é chamado "o Pai dos Deuses e dos Homens". Bel, escrito também Bile, pode ser um deus-sol, e é ligado à cura, quentura, e luz. Ele também é um deus da morte, e acompanha as almas para o Outro Mundo, onde ele rege. Ele é o deus de Beltane (Bealtainne), ou "Os Fogos de Bel".

Esta visão geral provavelmente é suficiente para a maioria dos Pagãos ou historiadores. A próxima seção deste texto é um estudo mais acadêmico. Aqueles que desejam estudar Bel em mais detalhe tem uma tarefa formidável. Por exemplo, há muitas outras denominações, nomes similares, e, possivelmente, deuses/heróis relacionados: Apollo, Balan (em Mallory), Balor, Be'al, Beil, Belatucadrus, Belenos, Belenus, Beli, Beli o Grande (Rei da Grã-Bretanha), Beli Mawr, Belinus, Bolur, Cunobelinus (Rei da Bretanha), Cymbelline (da peça de Shakespeare), Grannos, Grannus, Grian, Grianainech (Oghma), Heli (erro de transcrição na história de Geoffrey of Monmouth), Lugh, Moritasgus, Odin, Pelles. Um dos primeiros textos a serem considerados quando estudando Bel, é o do historiador Gaélico Keating, o qual escreveu o livro "Foras Feasa Ar Eirinn", do século 17.

Alguns, tais como os historiadores Michael Dames e Peter Alderson Smith, acreditam que Keating elaborou o nome "Beil" (ou Bel) para explicar o festival de Bealtainne. Outros, incluindo a historiadora Caitlin Matthews em "The Elements of Celtic Tradition" (Os Elementos da Tradição Celta), usam os textos de Keating como material fonte. Desde que os textos de Keating foram utilizados como uma fonte primaria por muitos historiadores, a validade das conclusões destes historiadores dependerá na consideração da história de Keating como verdadeira. Realmente sabemos que César referiu-se ao equivalente Romano-Celta Gaulês do deus da cura, Apollo, como Belenus. Havia um templo de Belenus em Bordeaux, França. Sua face aparecia em muitas moedas Gaulesas.

Seu portal em Londres (Portal de Belenos ou Portal de Bile) é conhecido hoje como Billingsgate. No norte da Grã-Bretanha, a arqueologista Miranda Green relata que as inscrições de Belatucadrus foram encontradas, e o nome significa "Fair Shining One" ou "Belo Brilhante", o qual é consistente com a lenda de que Bel é o deus da luz e cura, talvez até do próprio sol. Entretanto, Green também nota que Belatucadrus era associado com o deus da guerra Marte, e não Apollo. Ela relata que o deus sol Celta era Apollo Belenus na Gálica, norte da Itália, e Noricum (parte da Áustria).

Entretanto, ela não mostra qualquer ligação com a história mitológica Irlandesa, particularmente com o deus Bile. Ainda mais confuso, Green registra a palavra Bile como significando "árvore sagrada" em Gaélico, embora ela não insinue qualquer ligação com o festival de Bealtainne. Em contraste, em "Celtic Gods, Celtic Goddesses" (Deuses Celtas, Deusas Celtas), R. J. Stewart verifica que o deus Romano-Celta Belenos era conhecido na Grã-Bretanha e Irlanda, apontando que a palavra "Bel" significa "luminoso" ou "brilhante". Entretanto, enquanto ele liga o deus Bel/Belenos com a Gálea e a Bretanha, ele adverte que este é um deus da luz, não inevitavelmente parte da adoração solar.

Referências Druídicas sugerem que Bel é o deus responsável pela "centelha" (de luz, inteligência ou talvez energia) a qual resulta na criatividade. Isto é um paralelo ao deus Cristão, também chamado de "o Criador", embora a maioria dos Cristãos raramente ligam o nome ao seu significado literal. De acordo com Margot Alder em seu livro "Drawing Down the Moon", o Druida Isaac Bonewits refere-se a um deus, Be'al, o qual ele descreve como uma personificação masculina de Essência.

Isto reflete no conceito de Keating de Beil ou Bel como um deus chefe ou deus-pai. Este é um paralelo estreito com Beli, também chamado de Beli o Grande e Beli Mawr, filho de Mynogian. Em "The Mabinogion", Beli é associado com a luz, e ele é o pai de Bran o Abençoado, e avô de Llud, a contraparte Britânica do Lugh Irlandês.
 
De acordo com o historiador Druida Peter Barresford Ellis, este Beli é o mesmo do portal de Billingsgate em Londres; O portal de Lludd em Londres é chamado de Ludgate. Ligações a Bel na lenda e literatura podem ser em si mesmas um estudo. Por exemplo, em "Le Morte de Arthur" de Mallory, ambos Balin e Balan são ligados ao deus-sol, Belinus. A peça de Shakespeare "Cymbelline", também narra as tradições Britânicas e Galesas de Beli Mawr. Com tamanha confusa história e inumeráveis elementos nas tradições, Bel pode ser um candidato ideal para pesquisa, contato pessoal, e inclusão eclética como um deus - ou contraparte do grande Deus Hebraico ou Cristão - em adoração pessoal.

Bilé: Considerado o pai dos Deuses e dos homens. Companheiro de Dana e pai de Dagda, o principal líder dos Tuatha Dé Danann. Alguns mitos dizem que ele era o antepassado dos Milesianos, último grupo de soldados liderados por Mil Espáine, que invadiram a Irlanda na época de Beltane e derrotaram os Tuatha de Danann. Bilé é o Deus do Outro Mundo, considerado o "primeiro ancestral", associado às fogueiras da purificação. Na tradição irlandesa "Bilé" significa "Árvore Sagrada", que pode representar uma árvore real ou um ponto de referência central a um local religioso ou altar.


Obtido no blog Palhaço Medonho.
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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Festejando a colheita



Nyctaluz Noctula
O sol já vem nascendo brilhando
É o nosso Deus Lugo chegando
A fruta da planta amadurecendo
O trigo que estamos ceifando
É Lughasad, nós vamos colhendo

O sol no céu alto brilha forte
O sábio Deus Lugo traz sorte
E o cacho de trigo e o grão
O fruto depois de seu corte
Moemos preparando o pão

O sol desce em seu voo ao entardecer
O valente Deus Lugo nos faz saber
Que sempre a roda da vida girando
Nas estações do ano podemos perceber
A natureza assim se transformando

O sol descambando ao poente
Guerreiro Deus Lugo contente
Traz o outono de árvore colorida
Vento suave energia imponente
É momento de festejarmos a vida

Sol reluz em nossos corações
Traz de Lugo boas recordações
O tempo em sincronia perfeita
Festa! Em alegres comemorações
Celebramos a nossa colheita.


A letra desse poema será melhor visualizada em PCs se a fonte Celtic Garamond the 2nd estiver instalada

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Belenus

Na mitologia céltica, Belenus (também conhecido como Belenos) foi uma deidade cultuada na Gália, Britânia e nas áreas célticas da Áustria e Espanha. Foi o deus do Sol celta e tinha templos em Aquiléia do Adriático a Kirkby Lonsdale na Inglaterra.

A etimologia do nome é obscura. Sugestões incluem "brilhante único," "o único luminoso" e deus "henbane".

Ele pode ser a mesma deidade que Belatu-Cadros. No período do Império Romano era identificado com Apolo. Existem correntemente 51 inscrições conhecidas dedicadas a Belenus, concentradas principalmente na Aquiléia e na Gália Cisalpina, mas também se estendem à Gália Narbonense, a Noricum e mais além. Imagens de Belenus às vezes o mostram estando acompanhado de uma fêmea, imaginada como a deidade gaulesa Belisama.

Na Gália e Britânia antiga, Apolo pode ter se igualado a quinze ou mais diferentes nomes célticos e epítetos (notavelmente Grannos, Borvo, Maponus, Moritasgus e outros).

Outras identificações propostas

A deidade-ancestral galesa Beli Mawr pode ser derivada de Belenus, embora seu personagem e atributos sejam diferentes. O festival irlandês de Beltane também pode estar conectado, ou pode derivar da mesma raiz celta, *bel-, "brilhante". A figura mítica irlandesa Bile ("árvore sagrada") está às vezes ligada a Belenus.

O rei lendário Belinus na História dos Reis da Britânia de Geoffrey of Monmouth é provavelmente também derivado deste deus. O nome do antigo rei britânico Cunobelinus significa "cão de caça de Belenus".

Variante de nomes

# Belanu, entre os Ligurianos
# Belanos
# Belemnus
# Belenos
# Belenus
# Beli
# Belinos
# Belinu
# Belinus
# Bellinus
# Belus

Asterix

Invocações freqüentes são feitas deste nome por personagens gauleses na história em quadrinhos Asterix de Goscinny e Uderzo. Asterix e o profeta começa com uma piada sobre o vasto número de pessoas no panteão gaulês que são diariamente invocadas. Veja também Toutatis.



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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Dia das Bruxas, o Halloween


Origem pagã

A tradição do halloween surgiu com os povos celtas e druidas, os celtas comemoravam essa data no festival de Samhaim, no século V a.C. para agradecer as boas colheitas e porque acreditavam que nesse dia, que marcava o início do ano céltico, os espíritos desencarnados de todos aqueles que morreram no decorrer do ano, voltavam na busca de corpos de pessoas vivas nas quais eles habitariam durante o ano que se iniciava. 

Acreditava-se que essa era a única esperança de vida após a morte. Naturalmente, os que estavam vivos não queriam ser possuídos pelos espíritos dos mortos. Então, na noite de 31 de outubro, os habitantes dos vilarejos apagavam os fogos em suas casas, para torná-las frias e indesejáveis. Eles então se vestiam com roupas fantasmagóricas e realizavam desfiles barulhentos pela vizinhança, sendo tão destrutivos quanto possível, de maneira a assustar e amedrontar os espíritos que estavam a procura de corpos.

Os druidas, antigos sacerdotes de Gália e da Bretanha, também colaboraram para o Halloween se tornar uma comemoração tradicional., a noite eles acendiam uma grande fogueira no topo das colinas e pintavam o corpo para observar as chamas e contar suas experiências para celebrar o final do verão. A fogueira também era acesa porque eles achavam que suas chamas poderiam ajudar o sol durante o inverno.

A origem pagã do "dia das bruxas" tem a ver com a celebração celta chamada do Samhain, cujo objetivo dar culto aos mortos e à deusa YuuByeol (símbolo antigo da perfeição celta). A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou unindo a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou diminuindo com o tempo.


Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas já tinha desaparecido na maioria das comunidades e pouco se sabe ela devido a falta de textos escritos, tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de outono e o solstício de inverno, no hemisfério norte. Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e iniciavam o ano novo celta.

A "festa dos mortos" era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para os cristãos seriam "o céu e a terra" (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. As festas eram presididas pelos sacerdotes druidas, que atuavam como mediadores entre as pessoas e os seus antepassados. Acreditava-se que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.


O cristianismo e a festa pagã

Quando o cristianismo substituiu as religiões pagãs, as igrejas aproveitaram o dia 31 de outubro para homenagear todos os Santos. Já a noite anterior foi utilizada como dia oficial para se opor os fantasmas. A partir do final do século XVIII e XIX, a véspera do dia de todos os Santos se transformou, em alguns países num dia festivo, celebrado com trajes de fantasia, lanterna e jogos.

Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar "Todos os Mártires". Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão) num templo cristão e o dedicou a "Todos os Santos", a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III († 741) mudou a data para 1 de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente.

Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e "All Hallow Een" até chegar à palavra atual "Halloween". "Hallowed" é uma palavra do Inglês antigo que significa "santo", e "e'en" também de origem inglesa significa "noite", então o significado é "Noite Santa" ou "All Hallows Eve", "Noite de Todos os Santos".

Doces ou Travessuras

Acreditava-se na cultura celta que para se apaziguar espíritos malignos, era necessário deixar comida para eles. Esta prática foi transformada com o tempo e os mendigos passaram a pedir comida em troca de orações por membros mortos da família. Também neste contexto, havia na Irlanda a tradição, que um homem conduzia uma procissão para angariar oferendas de agricultores, a fim de que suas colheitas não fossem amaldiçoadas por demônios. Uma espécie de chantagem, que daí deu origem ao "travessuras ou doces" (trick or treat).

Anteriormente, o Halloween era considerado uma noite de medo, na qual homens sensatos respeitavam os duendes e os demônios. Hoje, esse dia nada mais é do que uma grande diversão, onde crianças e adultos se fantasiam de vampiros, múmias e fantasmas e saem às ruas festejando.

Símbolos e tradições do dia das bruxas:

Cada símbolo possui seu significado no dia das bruxas, Abóboras laranjas, velas, gatos pretos, vassouras, maçãs, morcegos e as próprias bruxas são símbolos que remetem ao Halloween. Uma das maiores tradições são as crianças que se fantasiam e saem de porta em porta dizendo: “Doces ou travessuras” (trick or treat, em inglês). Caso elas não recebam doces, tem permissão para pregar uma peça.

O gato preto tem uma ligação direta às bruxas, pois os povos antigos acreditavam que elas se transformavam no pequeno animal. Existe também a lenda de que eles são símbolos do mal e azar. A vassoura é o objeto usado para limpar toda a energia ruim, o morcego representa o olhar além das formas e aparências. Por fim, outro ícone do Halloween são as maças, fruta associada aos deuses do amor. Simbolizam a vida na festa de dia das bruxas (cortada ao meio, a parte interna apresenta o desenho de um pentagrama).

As abóboras e as velas derivam da lenda de um homem chamado Jack. De acordo com os contos, ele gostava muito de beber e sempre humilhava o diabo, até que em um determinado dia acabou morrendo. Porém, ele não pode entrar no céu e nem no inferno, sua alma ficou presa sem uma luz no fim do túnel. Por isso as velas eram colocadas dentro de nabos ocos, pelos celtas, para que Jack conseguisse fugir da escuridão.

A lenda de Jack O' Lantern

Jack O’ Lantern é um dos principais símbolos do Halloween, reza a lenda celta Irlandesa que foi um homem muito mal e perverso que enganou o diabo e foi condenado a vagar eternamente pela terra, segue a lenda:

Um homem chamado Jack, era alcoólatra e grosseiro que vivia maltratando as pessoas bebeu excessivamente em uma noite de 31 de Outubro (Halloween), e viu o Diabo, que veio buscar sua alma para levá-la para o inferno, Jack desesperado implora por mais um copo de bebida. 

Depois de concedido pelo Diabo o ultimo copo de bebida, Jack bebe e pede para o Diabo se transformar em uma moeda, pois disse que não tinha dinheiro para pagar o ultimo trago, o Diabo se transforma em moeda e assim que cai em cima da mesa, Jack o guarda dentro de sua carteira que tem um fecho em formato de cruz. 

O Diabo implora para Jack o deixar sair, pois esta com os poderes anulados pela cruz, até que fazem um trato, Jack o liberta se o Diabo lhe conceder mais um ano de vida. Jack resolve mudar seu jeito de agir, e começa a tratar todos em sua volta bem, ir à igreja, e faz até caridade.

Com o passar do tempo, no dia 31 de Outubro o Diabo aparece novamente, e avisa que irá levar a sua alma, mas Jack esperto o convence a pegar uma maçã em cima de uma arvore, pois não conseguia subir, em cada tentativa Jack caia, o Diabo se transformou em um corvo e voou para a arvore, quando estava no primeiro galho, Jack riscou com uma faca uma cruz no tronco da macieira, e mais uma vez o Diabo ficou preso.

Jack o ordena a nunca mais vir buscar sua alma, e assim, solta o demônio.

Com o passar dos anos, Jack morreu decapitado, tentou entrar no céu, mas sua entrada não foi concedida, então foi para o inferno, mas Satã, ainda humilhado com os fatos ocorridos no passado também negou sua entrada no inferno, sentindo pena de Jack, jogou para ele brasas do inferno para que ele pudesse iluminar o caminho. Jack foi condenado a vagar sem rumo pelo Limbo, colocando as brasas dentro de um Nabo.

Na Irlanda, onde a lenda surgiu, originalmente eram usados Nabos para se fazer as lanternas do Halloween, conhecidas como Jack O’ Lantern, mas com a imigração dos povos europeus para America, acharam as aboboras mais abundantes nos EUA do que os Nabos, e passaram a usá-las até hoje como um símbolo da data.

Fontes:
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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Línguas celtas


As línguas celtas ocuparam outrora descomunal extensão no território europeu. Antes mesmo que Júlio César guerreasse contra os gauleses no espaço hoje representado, grosso modo, pela França e Bélgica, povos celtas estiveram presentes nas penínsulas Itálica, Balcânica e Ibérica, na Europa Central etc.

Ao longo dos séculos, os celtas da Gália abandonaram sua língua materna em favor do latim e, gradativamente, foi ocorrendo grande recuo dessas línguas. Fenômeno similar ocorreu nas ilhas britânicas, onde os falantes de línguas celtas acabaram confinados aos extremos ocidentais pelos invasores anglos, saxões, normandos.

Hoje, em verdade, todas as línguas do grupo celta ostentam número decrescente de falantes, a despeito de movimentos de revitalização do uso literário e do ensino. Assim, das seis línguas celtas, cinco estão localizadas nas ilhas britânicas uma em território francês.

O bretão (brezhoneg), falado na Bretanha francesa, tem cerca de 500 mil falantes ativos e cerca de 1,2 milhão de pessoas deve ter conhecinento do idioma. Todavia, mais de 420 mil falantes ativos têm idade entre 25 e 64 anos, 170 mil, acima de 65, o que sinaliza perda grupo de 200 a 300 pessoas que aprenderam o idioma, em idade adulta, como língua estrangeira.

O gaélico da Escócia, falado em Ross e nas Ilhas Hébridas e Skye, em 1971, reúne cerca de 88 mil falantes. A maior parte dos 260 mil falantes do irlandês (erre) localiza-se na República da Irlanda; na Irlanda do Norte, província britânica, o idioma é falado em poucos e isolados locais.

O galês (cymraeg), do País de Gales, tem o maior número de falantes entre as línguas celtas das ilhas britânicas: 570 mil, sendo mais de 30 mil monolíngües, que conseguiram resistir frente ao inglês. Existe um movimento de revitalização e vale a pena lembrar o curioso fato de que muitos descendentes de emigrantes galeses vivem no sul da Argentina, cultivando a língua de seus antepassados.

Todavia, torna-se quase melancólico estabelecer um termo de comparação entre a situação das línguas celtas no início da era vulgar – quando estavam espalhadas ao longo de imensas extensões da Europa - e a de hoje, dois mil anos depois, porque estão todas confinadas ao extremo ocidental do Velho Continente, reduzidas a grupos muito pequenos tela falantes.

Fonte: Fragmento do texto Línguas Minoritárias (e Ameaçadas) da Europa Aleksandar Jovanovic, Revista USP, Nº 56, Dez 2002 /Jan/Fev de 2003, 125-135.
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domingo, 3 de setembro de 2017

Maeve, a Deusa guerreira


Eu sou uma Guerreira de Coração
Sou a Rainha dos domínios de mim mesma
Venha até mim e caminharemos juntas
Atravessando córregos
Abrindo as portas dos mistérios e dos sonhos
Longe das estradas, dançando com as fadas
Vamos seguir por caminhos iluminados
Pegue minha mão agora e
Mantenha-a bem apertada
Liberte seu coração selvagem
Cante e dance por puro prazer
Primeiro deve conhecer-se
Para depois ser responsável e tornar-se
A Rainha em seus próprios domínios
Pois só se interioriza
O que se possui e se reconhece.

Das figuras femininas da Irlanda, Maeve é a mais espetacular. Ela era a deusa soberana da Terra com seu centro místico em Tara. Com o passar do tempo a cultura irlandesa mudou sob a influência cristã e então, Maeve foi reduzida a uma mera rainha mortal. Mas nenhuma mortal poderia ter sido como ela, "intoxicante", uma mulher "embriagante", sedutora, que corria com os cavalos, conversava com os pássaros e levava os homens ao ardor de desejo com um mero olhar.


Maeve, segundo a lenda, era uma das cinco filhas de Eochardh Feidhleach, ei de Connacht, uma mulher muito bela e forte, dotada de uma mente brilhante, estrategista hábil, talhada para enfrentar todo o tipo de batalhas. Era muito segura de sua feminilidade e sexualidade. Diziam que possuía um apetite sexual voraz, mas é um erro vê-la como inconveniente e lasciva que utilizava a satisfação sexual com a finalidade de ganho egoístico. Ela ofertava aos seus consortes uma taça de vinho vermelho como seu sangue. O vinho de Meave representava o sangue menstrual que era considerado como "o vinho da sabedoria das mulheres". O Festival Pagão de Mabon era comemorado em sua honra. Durante estas festividades, aqueles que almejassem ser rei, aguardavam que Meave os convidasse à beber de seu vinho. Isto assegurava de que o homem para
ser rei, necessitava ser versado no feminismo e nos mistérios das mulheres.


Maeve foi considerada a deusa da guerra similar a Morrigan, fez que seus guerreiros
experimentassem as dores do parto de uma mulher.

Ela é a Rainha de Connacht, simboliza o poder feminino e é a personificação da própria Terra e sua prosperidade.
Shakespeare a trouxe à vida como Mab, a Rainha das Fadas. Em uma versão mais moderna, os ecologistas a converteram em Gaia, o espírito da Terra.



Na Antiguidade Celta, as mulheres se equiparavam aos homens. Possuíam propriedades e ocupavam posições de prestígio dentro da sociedade. Também não existia a monogamia nas uniões. A rainha Maeve do reino irlandês de Conaught era
famosa por sua beleza e possessão sexual. Teve muitos amantes, a maioria eram oficiais de seu exército, o que assegurou de algum modo a lealdade de suas tropas. Muitos homens lutavam duramente nos campos de batalha por uma possibilidade de receber seus favores sexuais.

Maeve é figura central de um épico irlandês "Tain Bo Cuillaigne".

O primeiro marido de Meve, foi justamente o seu rival mais constante, o rei Conchobor Mac Nessa. Maeve foi-lhe dada em casamento como compesação pela morte de seu pai, mas para provar sua independência, ela o abandona. Conchobor, insatisfeito, encontra Maeve banhando-se no rio Boyne e a estupra. Em decorrência do fato, os reis da Irlanda se unem para vingar o ultraje. Nesta batalha, perde a vida Tinne, o então marido de Maeve.

A rainha de Connacht está sem rei, e por isso os nobres se reúnem e indicam Eochaid Dala para ser seu novo marido. Ela consente, desde que o marido não seja nem ciumento, nem covarde, nem avarento.
Certo dia, Maeve adota um garoto, o qual passa a integrar sua corte. Com o tempo o tal garoto crece, tornar-se um hábil guerreiro e óbviamente, torna-se seu amante. Eochaid não aceita bem a situação, assim como os nobres de Connacht, que tentam expulsar o rapaz da corte. Maeve consegue impedir e o jovem desafia o rei para um combate. Por ser um grande guerreiro, acabou matando o rei e assumindo o trono ao lado de Maeve. Esse é Ailill, seu marido mais
importante, protagonista da nossa história...

A BATALHA DAS RESES DE GOOLEY

Maeve estava casada com seu terceiro marido o rei Ailill. Em uma certa noite, na cama, ela discute com o rei sobre quem é o mais rico, uma vez que, segundo o costume celta, o mais rico numa parceria é o soberano.
Ailill vence, porque possuía um touro branco mágico. Furiosa, Maeve decide então, roubar para si um touro vermelho mágico. O dono do preterido touro era Cu-Chulainn, que se recusava a vendê-lo. Maeve declara guerra de toda a Irlanda contra o rei e a rainha de Ulster, enquanto que Alil estabelece uma quantia de recompensa pelo
tal touro.

Diversas batalhas foram travadas e muito sangue foi derramado, mas Maeve acaba conseguindo seu intento. Entretanto, quando o touro vermelho de Maeve e o touro branco de Ailill encontram-se, os dois se enfrentam e matam-se.

Como podemos observar, o objetivo principal de Maeve era o touro, que desde a mais remota Antigüidade é um símbolo feminino, encontrado nas culturas ancestrais de Creta do Egito e da Anatólia.

O touro antes de tudo, evoca a idéia de poder e de ímpeto irresistíveis. Para os celtas ele pode ser também, símbolo da morte violenta dos guerreiros. Na Gália são conhecidas
representações de um touro com três chifres, o qual, sem dúvida, é antigo símbolo guerreiro (o terceiro chifre, seria o equivalente do que, na Irlanda, é chamado "lon laith" ou "lua do herói", que é uma espécie de aura sangreta, jorrando do alto da cabeça do herói em estado de excitação guerreira). O touro é ainda, representação da força temporal, sexual, a fecundidade da natureza.

Portanto, não é por acaso, que o segundo signo do zodíaco, o Touro, é governado por Vênus, simbolizando a força de trabalho e encarnando os instintos, especialmente os da conservação, da sexualidade e de um gosto pronunciado pelos prazeres em geral, particularmente pelos da carne.



MAS O QUE TAL LENDA SIGNIFICA, AFINAL?



Todas as deusas do amor sempre foram associadas à guerra, pois o amor e o ódio, como diz um velho ditado popular, "caminham juntos".
Maeve, como deusa, possui o poder intoxicante da paixão que nós sentimos no amor, nos desejos, no sexo, assim como na raiva e na guerra. Sempre existiu uma linha tênue entre o amor e o ódio, o sexo e a violência. Se nós perdermos o controle da paixão, motivados pela ganância, o poder, ou outro tipo de sentimento mesquinho, fatalmente
acabaremos cruzando esta linha. Portanto, mantenha seu coração aberto para o amor, mas freie sua paixão com sabedoria.

Maeve tinha muitos nomes: Mab, Madh, Medh e Medhdb. Há poucas referências dela nos filmes. O mais recente é em Merlim da NBC, onde como a Rainha Mab é uma feiticeira maligna. Não existe uma única referência que comprove que Mab ou
Meave esteve associada as Lendas Arturianas ou envolvida com Artur. Meave foi um mito pagão e também nunca foi uma entidade do mal.

Maeve aparece em nossas vidas para nos desafiar a assumir a responsabilidade pela nossa vida. É hora de sermos a "Rainha de nossos domínios", tornando-nos conscientes dos nossos erros e acertos, sendo responsável por tudo que se faz e por tudo que se acredita.

Existem pontos no seu interior que lhe são desconhecidos? Você é daquelas pessoas que vive uma rotina programada realizando sempre as mesmas coisas? Ou você á daquelas pessoas que para não se incomodar deixa as coisas ficar do jeito que estão? Ou talvez não tenha coragem, ou não esteja disposta a reconhecer que você e sua vida é resultado das escolhas que faz com responsabilidade.

Maeve, aparece para lembrá-la que o caminho da totalidade está em assumir a responsabilidade de sua vida, seja ela do jeito que for. Somente quando você se assumir, reconhecer quem é, onde está, porque está é que poderá criar algo diferente.


Bibliografia Consultada
O Oráculo da Deusa - Amy Sophia Marashinski
Os Mistérios da Mulher - M. Esther Harding
Bruxas e heróis - Eisendrath Young
Os mistérios Celtas - John Sharkey
O Livro da Mitologia Celta - Claudio Crow Quintino
Druidismo Celta - Sirona Knight
Livro Mágico da Lua - D.J. Conway
A Grande Mãe - Erich Neumann
Os Mitos Celtas - Pedro Pablo G. May
Os Mistérios Wiccanos - Raven Grimassi
Foram consultados alguns sites na Internet  

Obtido no Mitos e Deuses
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Vida de Brigid

As lendas mais antigas dão conta que num distante dia primaveril dois sóis despontaram no horizonte para iluminar o mundo. Um deles era o velho Astro-Rei que como sempre emergiu do Leste para iniciar sua caminhada costumeira pelo céu até encontrar seu descanso no Oeste, enquanto o outro anunciava o nascimento de uma filha dos Tuatha Dé Danann.

Como fosse uma revelação do que seria o destino daquela menina no mundo e marca de sua força a casa onde nasceu ardeu até alcançar o céu numa chama de brilho imperecível nunca desfeita em pó , competindo em pé de igualdade com a luz do Sol durante o dia e até mesmo vencendo as trevas na noite. Os que presenciaram o nascimento deste bebê de mística beleza puderam relatar de que no lugar de cabelos saiam de sua cabeça um pilar de fogo perpétuo solidificado em uma massa pétrea de cor vibrante que era como uma coroa de rubis a enfeitar ainda mais a face daquela criatura de ares sobrenaturais. Ela foi chamada de Brigindo (Briga) pelos gauleses, Brigantia pelos britânicos e Brigith pelos gaélicos, sendo consagrada o seu culto pelos celtas principalmente como deusa do fogo (inspiração).

Contudo, não era apenas fogo como elemento físico que representava arquetipicamente a imagem daquela divindade na medida em que os celtas tinham uma interpretação toda peculiar a respeito dos elementos da natureza. Assim, por exemplo, encaravam o fogo como uma energia espiritual latente a todas as coisas e inerente a certos processos cognitivos do intelecto humano bem como também a alguns estados emocionais como paixão, caridade, amor e etc . Nesta perspectiva , não por outra razão Brigith como ´´deusa do fogo´´ era vista também como uma espécie de patrona das Artes e da Poesia.

Uma aliança inusitada surge

Ao final da guerra com os Fir Bolgs os Tuatha Dé Danann finalmente tinham conquistado um espaço para firmar seu reino, porém, pairando sobre suas cabeças havia tanto a ameaça dos Fomorianos de virem em socorro de seu aliados ( os Fir Bolgs ) quanto passavam por sérios problemas ligados a buscar um sucessor ao Rei Nuada que estava segundo as tradições dananianas impossibilitado em continuar como monarca daquele povo por conta de seu grave ferimento em combate que rendeu a amputação da mão.

A solução para este grave problema surgiu das mãos de Dagma, regente por tantos anos dos dananianos antes de passar o poder para o jovem guerreiro Nuada, onde o velho rei sugeriu forjar uma aliança com os Fomorianos a partir do casamento de sua filha Brigith com o guerreiro Bress ( filho do Rei Elethan ) onde seria oferecido como dote o direito dele ser o monarca dos Tuatha Dé Danann em sucessão de Nuada.

De outro lado com este casamento é certo que Dagma garantiu de certa maneira o retorno de sua família ao poder, o que não poderia ter conseguido de outro modo seja por conta de sua idade avançada quanto não ter filhos varões ao trono. Sem esquecer o não menos importante fato que Bress abdicasse ou morresse seria Dagma a assumir a posição de regente até quando seus netos crescessem.

Ao final o que era para ser uma aliança de mera conveniência política entre dois povos inimigos terminou se revelando um amor verdadeiro entre Bress e Brigith , nascendo desta união como fruto Rúadan, Brian , Iuchar e Iurbarba. Porém, nem tudo eram flores como veremos a seguir¦.

Bress revela sua verdadeira face.

Apesar de ter com Brigith quatros filhos, Bress fez questão de “expurgar” deles qualquer sinal de mácula de fraqueza por terem nascidos “mestiços” pelo fato de parte do seu sangue fomoriano ter sido “misturado” aos dos dananianos. Assim, Rúadan, Brian , Iuchar e Iurbarba foram desde cedo afastados da mãe e mesmo dos seus parentes do lado materno, sendo criados como se fossem Fomorianos.

De todos seus filhos Brigith manteve pouco contato com exceção de Rúadan que nascido fraco e franzino ficou mais tempo ao lado da mãe, desfrutando do convívio com os Tuatha Dé Danann de um modo que nunca conseguiram seus outros irmãos. Apenas na adolescência é que finalmente Rúadan finalmente passou a conviver com seus parentes paternos.

Muita embora esta tamanha hostilidade de Bress com Brigith , o fato é que ele era apaixonado por sua esposa bem como se revelou nos primeiros anos como sendo um monarca razoável dos Tuatha Dé Danann neste tempo todo que estava casado. Infelizmente com passar do tempo Bress se revelou um tirano, apenas interessado em retirar toda a riqueza de seus súditos com altos tributos cobrados em favor dos Fomorianos e nem de longe preocupado com o bem estar dos Dananianos.

Como é óbvio deduzir foi uma questão de tempo para esta situação deteriorar em direção de gerar finalmente uma guerra entre os Fomorianos e os Tuatha Dé Danann. Agora entre tantas morte ocorridas neste conflito houve apenas uma que foi lamentada tanto por Fomorianos como os Tuatha Dé Danann, a saber o falecimento de Rúadan . Contam as lendas que a deusa traduziu em prosa e verso toda sua dor pelo filho perdido, entoando um canto fúnebre em seu enterro que além de ser considerada a mais bela poesia já escrita também era de trazer lágrimas e obscurecer o coração do mais insensível entre o seres.
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