quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Línguas celtas


As línguas celtas ocuparam outrora descomunal extensão no território europeu. Antes mesmo que Júlio César guerreasse contra os gauleses no espaço hoje representado, grosso modo, pela França e Bélgica, povos celtas estiveram presentes nas penínsulas Itálica, Balcânica e Ibérica, na Europa Central etc.

Ao longo dos séculos, os celtas da Gália abandonaram sua língua materna em favor do latim e, gradativamente, foi ocorrendo grande recuo dessas línguas. Fenômeno similar ocorreu nas ilhas britânicas, onde os falantes de línguas celtas acabaram confinados aos extremos ocidentais pelos invasores anglos, saxões, normandos.

Hoje, em verdade, todas as línguas do grupo celta ostentam número decrescente de falantes, a despeito de movimentos de revitalização do uso literário e do ensino. Assim, das seis línguas celtas, cinco estão localizadas nas ilhas britânicas uma em território francês.

O bretão (brezhoneg), falado na Bretanha francesa, tem cerca de 500 mil falantes ativos e cerca de 1,2 milhão de pessoas deve ter conhecinento do idioma. Todavia, mais de 420 mil falantes ativos têm idade entre 25 e 64 anos, 170 mil, acima de 65, o que sinaliza perda grupo de 200 a 300 pessoas que aprenderam o idioma, em idade adulta, como língua estrangeira.

O gaélico da Escócia, falado em Ross e nas Ilhas Hébridas e Skye, em 1971, reúne cerca de 88 mil falantes. A maior parte dos 260 mil falantes do irlandês (erre) localiza-se na República da Irlanda; na Irlanda do Norte, província britânica, o idioma é falado em poucos e isolados locais.

O galês (cymraeg), do País de Gales, tem o maior número de falantes entre as línguas celtas das ilhas britânicas: 570 mil, sendo mais de 30 mil monolíngües, que conseguiram resistir frente ao inglês. Existe um movimento de revitalização e vale a pena lembrar o curioso fato de que muitos descendentes de emigrantes galeses vivem no sul da Argentina, cultivando a língua de seus antepassados.

Todavia, torna-se quase melancólico estabelecer um termo de comparação entre a situação das línguas celtas no início da era vulgar – quando estavam espalhadas ao longo de imensas extensões da Europa - e a de hoje, dois mil anos depois, porque estão todas confinadas ao extremo ocidental do Velho Continente, reduzidas a grupos muito pequenos tela falantes.

Fonte: Fragmento do texto Línguas Minoritárias (e Ameaçadas) da Europa Aleksandar Jovanovic, Revista USP, Nº 56, Dez 2002 /Jan/Fev de 2003, 125-135.
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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Diferenças entre Bruxos e Magos


Existem diversos fatores que diferenciam os praticantes da Bruxaria dos adeptos da Magia, entre elas algumas são:


BruxosMagos

 
Orientação PoliteístaOrientação Monoteísta
Interage com as energias naturaisManipula as energias naturais
InformalidadeFormalidade
EmotividadeRacionalidade
Busca vivênciasBusca conhecimento
Vivencia é SaberConhecimento é poder
Tem a magia como um estado de Espírito. Vive a magiaTem a magia como instrumento.  Pratica a magia
Ritos de evocação religiosaRitos cerimoniais
Faz feitiços e encantosFaz experimentos complexos
ReligiosidadeCientificismo
Espírito de ComunhãoEspírito de Fraternidade
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domingo, 3 de setembro de 2017

Maeve, a Deusa guerreira


Eu sou uma Guerreira de Coração
Sou a Rainha dos domínios de mim mesma
Venha até mim e caminharemos juntas
Atravessando córregos
Abrindo as portas dos mistérios e dos sonhos
Longe das estradas, dançando com as fadas
Vamos seguir por caminhos iluminados
Pegue minha mão agora e
Mantenha-a bem apertada
Liberte seu coração selvagem
Cante e dance por puro prazer
Primeiro deve conhecer-se
Para depois ser responsável e tornar-se
A Rainha em seus próprios domínios
Pois só se interioriza
O que se possui e se reconhece.

Das figuras femininas da Irlanda, Maeve é a mais espetacular. Ela era a deusa soberana da Terra com seu centro místico em Tara. Com o passar do tempo a cultura irlandesa mudou sob a influência cristã e então, Maeve foi reduzida a uma mera rainha mortal. Mas nenhuma mortal poderia ter sido como ela, "intoxicante", uma mulher "embriagante", sedutora, que corria com os cavalos, conversava com os pássaros e levava os homens ao ardor de desejo com um mero olhar.


Maeve, segundo a lenda, era uma das cinco filhas de Eochardh Feidhleach, ei de Connacht, uma mulher muito bela e forte, dotada de uma mente brilhante, estrategista hábil, talhada para enfrentar todo o tipo de batalhas. Era muito segura de sua feminilidade e sexualidade. Diziam que possuía um apetite sexual voraz, mas é um erro vê-la como inconveniente e lasciva que utilizava a satisfação sexual com a finalidade de ganho egoístico. Ela ofertava aos seus consortes uma taça de vinho vermelho como seu sangue. O vinho de Meave representava o sangue menstrual que era considerado como "o vinho da sabedoria das mulheres". O Festival Pagão de Mabon era comemorado em sua honra. Durante estas festividades, aqueles que almejassem ser rei, aguardavam que Meave os convidasse à beber de seu vinho. Isto assegurava de que o homem para
ser rei, necessitava ser versado no feminismo e nos mistérios das mulheres.


Maeve foi considerada a deusa da guerra similar a Morrigan, fez que seus guerreiros
experimentassem as dores do parto de uma mulher.

Ela é a Rainha de Connacht, simboliza o poder feminino e é a personificação da própria Terra e sua prosperidade.
Shakespeare a trouxe à vida como Mab, a Rainha das Fadas. Em uma versão mais moderna, os ecologistas a converteram em Gaia, o espírito da Terra.



Na Antiguidade Celta, as mulheres se equiparavam aos homens. Possuíam propriedades e ocupavam posições de prestígio dentro da sociedade. Também não existia a monogamia nas uniões. A rainha Maeve do reino irlandês de Conaught era
famosa por sua beleza e possessão sexual. Teve muitos amantes, a maioria eram oficiais de seu exército, o que assegurou de algum modo a lealdade de suas tropas. Muitos homens lutavam duramente nos campos de batalha por uma possibilidade de receber seus favores sexuais.

Maeve é figura central de um épico irlandês "Tain Bo Cuillaigne".

O primeiro marido de Meve, foi justamente o seu rival mais constante, o rei Conchobor Mac Nessa. Maeve foi-lhe dada em casamento como compesação pela morte de seu pai, mas para provar sua independência, ela o abandona. Conchobor, insatisfeito, encontra Maeve banhando-se no rio Boyne e a estupra. Em decorrência do fato, os reis da Irlanda se unem para vingar o ultraje. Nesta batalha, perde a vida Tinne, o então marido de Maeve.

A rainha de Connacht está sem rei, e por isso os nobres se reúnem e indicam Eochaid Dala para ser seu novo marido. Ela consente, desde que o marido não seja nem ciumento, nem covarde, nem avarento.
Certo dia, Maeve adota um garoto, o qual passa a integrar sua corte. Com o tempo o tal garoto crece, tornar-se um hábil guerreiro e óbviamente, torna-se seu amante. Eochaid não aceita bem a situação, assim como os nobres de Connacht, que tentam expulsar o rapaz da corte. Maeve consegue impedir e o jovem desafia o rei para um combate. Por ser um grande guerreiro, acabou matando o rei e assumindo o trono ao lado de Maeve. Esse é Ailill, seu marido mais
importante, protagonista da nossa história...

A BATALHA DAS RESES DE GOOLEY

Maeve estava casada com seu terceiro marido o rei Ailill. Em uma certa noite, na cama, ela discute com o rei sobre quem é o mais rico, uma vez que, segundo o costume celta, o mais rico numa parceria é o soberano.
Ailill vence, porque possuía um touro branco mágico. Furiosa, Maeve decide então, roubar para si um touro vermelho mágico. O dono do preterido touro era Cu-Chulainn, que se recusava a vendê-lo. Maeve declara guerra de toda a Irlanda contra o rei e a rainha de Ulster, enquanto que Alil estabelece uma quantia de recompensa pelo
tal touro.

Diversas batalhas foram travadas e muito sangue foi derramado, mas Maeve acaba conseguindo seu intento. Entretanto, quando o touro vermelho de Maeve e o touro branco de Ailill encontram-se, os dois se enfrentam e matam-se.

Como podemos observar, o objetivo principal de Maeve era o touro, que desde a mais remota Antigüidade é um símbolo feminino, encontrado nas culturas ancestrais de Creta do Egito e da Anatólia.

O touro antes de tudo, evoca a idéia de poder e de ímpeto irresistíveis. Para os celtas ele pode ser também, símbolo da morte violenta dos guerreiros. Na Gália são conhecidas
representações de um touro com três chifres, o qual, sem dúvida, é antigo símbolo guerreiro (o terceiro chifre, seria o equivalente do que, na Irlanda, é chamado "lon laith" ou "lua do herói", que é uma espécie de aura sangreta, jorrando do alto da cabeça do herói em estado de excitação guerreira). O touro é ainda, representação da força temporal, sexual, a fecundidade da natureza.

Portanto, não é por acaso, que o segundo signo do zodíaco, o Touro, é governado por Vênus, simbolizando a força de trabalho e encarnando os instintos, especialmente os da conservação, da sexualidade e de um gosto pronunciado pelos prazeres em geral, particularmente pelos da carne.



MAS O QUE TAL LENDA SIGNIFICA, AFINAL?



Todas as deusas do amor sempre foram associadas à guerra, pois o amor e o ódio, como diz um velho ditado popular, "caminham juntos".
Maeve, como deusa, possui o poder intoxicante da paixão que nós sentimos no amor, nos desejos, no sexo, assim como na raiva e na guerra. Sempre existiu uma linha tênue entre o amor e o ódio, o sexo e a violência. Se nós perdermos o controle da paixão, motivados pela ganância, o poder, ou outro tipo de sentimento mesquinho, fatalmente
acabaremos cruzando esta linha. Portanto, mantenha seu coração aberto para o amor, mas freie sua paixão com sabedoria.

Maeve tinha muitos nomes: Mab, Madh, Medh e Medhdb. Há poucas referências dela nos filmes. O mais recente é em Merlim da NBC, onde como a Rainha Mab é uma feiticeira maligna. Não existe uma única referência que comprove que Mab ou
Meave esteve associada as Lendas Arturianas ou envolvida com Artur. Meave foi um mito pagão e também nunca foi uma entidade do mal.

Maeve aparece em nossas vidas para nos desafiar a assumir a responsabilidade pela nossa vida. É hora de sermos a "Rainha de nossos domínios", tornando-nos conscientes dos nossos erros e acertos, sendo responsável por tudo que se faz e por tudo que se acredita.

Existem pontos no seu interior que lhe são desconhecidos? Você é daquelas pessoas que vive uma rotina programada realizando sempre as mesmas coisas? Ou você á daquelas pessoas que para não se incomodar deixa as coisas ficar do jeito que estão? Ou talvez não tenha coragem, ou não esteja disposta a reconhecer que você e sua vida é resultado das escolhas que faz com responsabilidade.

Maeve, aparece para lembrá-la que o caminho da totalidade está em assumir a responsabilidade de sua vida, seja ela do jeito que for. Somente quando você se assumir, reconhecer quem é, onde está, porque está é que poderá criar algo diferente.


Bibliografia Consultada
O Oráculo da Deusa - Amy Sophia Marashinski
Os Mistérios da Mulher - M. Esther Harding
Bruxas e heróis - Eisendrath Young
Os mistérios Celtas - John Sharkey
O Livro da Mitologia Celta - Claudio Crow Quintino
Druidismo Celta - Sirona Knight
Livro Mágico da Lua - D.J. Conway
A Grande Mãe - Erich Neumann
Os Mitos Celtas - Pedro Pablo G. May
Os Mistérios Wiccanos - Raven Grimassi
Foram consultados alguns sites na Internet  

Obtido no Mitos e Deuses
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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Bruxas e benzedeiras


As bruxas de Santa Catarina


Dom João V, rei de Portugal, determinou em 1747, a transferência de 4.000 portugueses, oriundos das Ilhas de Açores e Madeira para as províncias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em 1748, começaram a chegar, na Ilha de Nossa Sra. do Desterro, atual Florianópolis, em Santa Catarina, os primeiros casais e desertores. Entre esses desertores, havia algumas mulheres que foram afastadas de Portugal acusadas de feitiçaria.

Assim sendo, os moradores da Ilha dos Açores trouxeram suas crenças, seus costumes, suas tradições e suas bruxas. 

Aqui, na Ilha de Santa Catarina, elas voltaram às suas atividades como curandeiras, parteiras e conselheiras, sendo a partir de então conhecidas como benzedeiras. E a palavra bruxa ou feiticeira foi transferida para aquelas mulheres, vivas ou mortas, que realizavam magia negra e encantamentos para o mal.

Tal mudança de definição, de bruxa para benzedeira, deu-se por conta da deturpação que a palavra bruxa ou feiticeira sofreu pela Inquisição. Ser bruxa era sinal de conexão diabólica, era ser responsável por todas as desgraças e dificuldades existentes na vida cotidiana do povo.

Relatos sobre bruxas e benzedeiras são freqüentes nos antigos vilarejos da Capital, principalmente na Lagoa da Conceição, povoado que foi fundado em 1750, com o nome de Nossa Senhora da Conceição.

Porém, a verdadeira bruxa, ou se preferir benzedeira, é aquela que tem conhecimento sobre todas as energias que nos envolvem e sabe utilizá-las para melhorar a vida física, mental e espiritual. A bruxaria, ou seja, a Antiga Religião, é uma filosofia de vida onde predomina o amor, o respeito por todas as formas de vida e onde utiliza-se as forças da natureza e da energia cósmica para efetuar curas e ritos de harmonização.

Pelo interior da ilha, principalmente nas comunidades da Lagoa da Conceição e do Ribeirão da Ilha, ainda podemos ouvir "causos" dos pescadores vítimas das bruxas, e das mães cujos filhos embruxados foram salvos pela benzedeira. Para espantar uma bruxa, a benzedeira da Ilha, junto com seus galhos de ervas, reza a seguinte oração:

"Treze raio tem o sóli, treze raio tem a lua,
Sarta diabo pró inferno questa alma não é tua.
Tosca marosca, rabo de rosca,
Vassoura na tua mão,
relho na tua bunda e aguilhão nos teus pés.
Pôr riba do silvado e pôr baixo do tehiado!
São Pedro, São Paulo e São Fontista
Por riba da casa, São João Batista.
Bruxa tatara-bruxa,
Tu não me entre nesta casa nem nesta comarca toda.
Pôr todos os santos dos santos. Amém!".


Marina Guadalupe Beims Autora do livro "Wicca e outras tradições"
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Vida de Brigid

As lendas mais antigas dão conta que num distante dia primaveril dois sóis despontaram no horizonte para iluminar o mundo. Um deles era o velho Astro-Rei que como sempre emergiu do Leste para iniciar sua caminhada costumeira pelo céu até encontrar seu descanso no Oeste, enquanto o outro anunciava o nascimento de uma filha dos Tuatha Dé Danann.

Como fosse uma revelação do que seria o destino daquela menina no mundo e marca de sua força a casa onde nasceu ardeu até alcançar o céu numa chama de brilho imperecível nunca desfeita em pó , competindo em pé de igualdade com a luz do Sol durante o dia e até mesmo vencendo as trevas na noite. Os que presenciaram o nascimento deste bebê de mística beleza puderam relatar de que no lugar de cabelos saiam de sua cabeça um pilar de fogo perpétuo solidificado em uma massa pétrea de cor vibrante que era como uma coroa de rubis a enfeitar ainda mais a face daquela criatura de ares sobrenaturais. Ela foi chamada de Brigindo (Briga) pelos gauleses, Brigantia pelos britânicos e Brigith pelos gaélicos, sendo consagrada o seu culto pelos celtas principalmente como deusa do fogo (inspiração).

Contudo, não era apenas fogo como elemento físico que representava arquetipicamente a imagem daquela divindade na medida em que os celtas tinham uma interpretação toda peculiar a respeito dos elementos da natureza. Assim, por exemplo, encaravam o fogo como uma energia espiritual latente a todas as coisas e inerente a certos processos cognitivos do intelecto humano bem como também a alguns estados emocionais como paixão, caridade, amor e etc . Nesta perspectiva , não por outra razão Brigith como ´´deusa do fogo´´ era vista também como uma espécie de patrona das Artes e da Poesia.

Uma aliança inusitada surge

Ao final da guerra com os Fir Bolgs os Tuatha Dé Danann finalmente tinham conquistado um espaço para firmar seu reino, porém, pairando sobre suas cabeças havia tanto a ameaça dos Fomorianos de virem em socorro de seu aliados ( os Fir Bolgs ) quanto passavam por sérios problemas ligados a buscar um sucessor ao Rei Nuada que estava segundo as tradições dananianas impossibilitado em continuar como monarca daquele povo por conta de seu grave ferimento em combate que rendeu a amputação da mão.

A solução para este grave problema surgiu das mãos de Dagma, regente por tantos anos dos dananianos antes de passar o poder para o jovem guerreiro Nuada, onde o velho rei sugeriu forjar uma aliança com os Fomorianos a partir do casamento de sua filha Brigith com o guerreiro Bress ( filho do Rei Elethan ) onde seria oferecido como dote o direito dele ser o monarca dos Tuatha Dé Danann em sucessão de Nuada.

De outro lado com este casamento é certo que Dagma garantiu de certa maneira o retorno de sua família ao poder, o que não poderia ter conseguido de outro modo seja por conta de sua idade avançada quanto não ter filhos varões ao trono. Sem esquecer o não menos importante fato que Bress abdicasse ou morresse seria Dagma a assumir a posição de regente até quando seus netos crescessem.

Ao final o que era para ser uma aliança de mera conveniência política entre dois povos inimigos terminou se revelando um amor verdadeiro entre Bress e Brigith , nascendo desta união como fruto Rúadan, Brian , Iuchar e Iurbarba. Porém, nem tudo eram flores como veremos a seguir¦.

Bress revela sua verdadeira face.

Apesar de ter com Brigith quatros filhos, Bress fez questão de “expurgar” deles qualquer sinal de mácula de fraqueza por terem nascidos “mestiços” pelo fato de parte do seu sangue fomoriano ter sido “misturado” aos dos dananianos. Assim, Rúadan, Brian , Iuchar e Iurbarba foram desde cedo afastados da mãe e mesmo dos seus parentes do lado materno, sendo criados como se fossem Fomorianos.

De todos seus filhos Brigith manteve pouco contato com exceção de Rúadan que nascido fraco e franzino ficou mais tempo ao lado da mãe, desfrutando do convívio com os Tuatha Dé Danann de um modo que nunca conseguiram seus outros irmãos. Apenas na adolescência é que finalmente Rúadan finalmente passou a conviver com seus parentes paternos.

Muita embora esta tamanha hostilidade de Bress com Brigith , o fato é que ele era apaixonado por sua esposa bem como se revelou nos primeiros anos como sendo um monarca razoável dos Tuatha Dé Danann neste tempo todo que estava casado. Infelizmente com passar do tempo Bress se revelou um tirano, apenas interessado em retirar toda a riqueza de seus súditos com altos tributos cobrados em favor dos Fomorianos e nem de longe preocupado com o bem estar dos Dananianos.

Como é óbvio deduzir foi uma questão de tempo para esta situação deteriorar em direção de gerar finalmente uma guerra entre os Fomorianos e os Tuatha Dé Danann. Agora entre tantas morte ocorridas neste conflito houve apenas uma que foi lamentada tanto por Fomorianos como os Tuatha Dé Danann, a saber o falecimento de Rúadan . Contam as lendas que a deusa traduziu em prosa e verso toda sua dor pelo filho perdido, entoando um canto fúnebre em seu enterro que além de ser considerada a mais bela poesia já escrita também era de trazer lágrimas e obscurecer o coração do mais insensível entre o seres.
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