sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Lebor Gabála Erenn



Sumário
Segue-se agora um breve resumo do texto da LGE. O trabalho pode ser dividido em dez "livros":

Genesis 
A recontagem dos familiares judaico-cristãos da história da criação, a queda do Homem e do início da história do mundo. Além de Gênesis, o autor se baseia em vários trabalhos recônditos para muitos de seus detalhes (por exemplo, a Gruta siríaca do Tesouro), bem como as quatro obras cristãs mencionado anteriormente (ou seja, A Cidade de Deus, etc.) 

História dos Gaélicos
Um pseudo-relato bíblico da origem do Gael como os descendentes do príncipe Fénius

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O Fogo de Baal e as Danças Associadas ao Antigo Festival de Beltaine


Nesta temporada ainda é feita a memorável festa na Irlanda, celebrada por fogos e iluminação em cada colina de acordo com o costume pagão antigo, quando os fogos de Bel se acenderam como parte do ritual de adoração ao sol, ainda que agora elas sejam acesas em honra de St. John. A grande fogueira do ano ainda é feita na véspera de São João, (30 de abril), quando todo o povo dança em volta dela e cada jovem assume uma marca iluminada da pilha para levar com ele por boa sorte, para a casa.

Nos tempos antigos $CUT$ o fogo sagrado era iluminado com uma grande cerimônia em Midsummer Eve (Solstício de Verão) e naquela noite todas as pessoas do país adjacente vigiavam fixamente no promontório de Howth a oeste e no momento em que o primeiro flash era visto desde este ponto marcando o inicio e anunciado com gritos selvagens e aplausos repetidos de aldeia em aldeia, quando todos os fogos locais começam a arder, e Irlanda é circundada por um cordão de chamas subindo em todas as colinas. Em seguida a dança e a música começam em torno de cada fogueira, e as aclamações selvagens enchem o ar com a folia mais frenética.

Druidic-People2.gif (77454 bytes)Muitos desses costumes antigos ainda continuam e as fogueiras ainda são acesas na véspera de São João em todo outeiro na Irlanda. Quando o fogo já queima em uma luz vermelha os jovens saltam por cima e através das chamas, o que é feito para frente e para trás várias vezes e nas chamas os maiores guerreiros são considerados vencedores sobre os poderes do mal e recebidos com aplausos tremendos. Quando o fogo queima ainda mais baixo as jovens saltam as chamas e aqueles que o salto limpa mais de três vezes para trás e para frente serão determinados um casamento rápido e boa sorte na vida, com muitos filhos. 
As mulheres casadas, em seguida, percorrem as linhas das brasas, e quando o fogo está quase queimado a brasa é pisada, os gados são conduzidos através das cinzas quentes, e sua parte traseira é chamuscado com um iluminado e aceso galho de avelã. Essas varas são mantidas depois com segurança, sendo considerada de imenso poder para conduzir o gado para os locais de rega.  
Com o fogo cresce a euforia, a música, a dança começa, enquanto profissionais contadores de histórias narram contos de fadas, ou dos bons e velhos tempos há muito tempo, quando os reis e príncipes da Irlanda habitaram entre seu próprio povo e havia comida para comer e para beber vinho, para todos os cantos para a festa na casa do rei.

Quando a multidão finalmente se dispersa, cada um leva para casa uma marca do fogo e de grande virtude é anexado a iluminada Coroa que é transportada em segurança para a casa sem quebrar ou cair no chão. 
Muitas competições também surgem entre os jovens, para quem entra em sua casa pela primeira vez com o fogo sagrado traz a boa sorte do ano com ele.

No primeiro domingo de Verão todos os jovens costumava ficar em linhas depois de sair da capela a ser contratado para o serviço e as meninas de mãos dadas e de branco, os homens jovens, cada um com um emblema de seu ofício. A noite termina com uma dança e a folia é mantida até o amanhecer do dia seguinte, chamado de "Triste segunda-feira," por causa do fim do prazer e da brincadeira.

Fonte: Wilde 'Speranza' Lady - Legends Antiga, Charms Mystic, e as superstições da Irlanda. publicado pela primeira vez 1888. Reproduzido por O'Gorman Ltd. Galway, na Irlanda. 1971.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cada qual tem seu nome para ser chamado.

Apesar do pouco tempo disponível entre trabalho, casa e estudos, consegui um intervalo para postar aqui e tentar auxiliar algumas pessoas confusas em relação a definições de determinadas religiões.Aqui vão:

Wicca - religião moderna  com cerca de 60 anos, fundada por Gardner atualmente bastante difundida no Brasil e com vertentes Gardneriana, Dianica, Alexandrina, Saxônica, Britânica, Celtica, Caleidoniana, Picta, Hecatina e da Tradição das Fadas.É uma religião jovem, em expansão crescente e constante através dos jovens que estão à procura de magia e diferenciação do mundo em que vivem. Ritualística e disseminação por Sacerdotes e Sacerdotisas formados nestes 60 anos.

Bruxaria - quando se fala em "Bruxaria" dispensa-se o "Tradicional" porque não existe bruxaria

sábado, 26 de novembro de 2011

No encanto de cada recanto

Momentos Simples Incomparáveis

E como diria Fernando Sabino...



O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis







Há pequenos momentos que transbordam de significado. No encanto de cada recanto procuro e encontro a

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Compert ConCulainn



 Este conto existe em duas versões diferentes em que a mais antiga remete para uma obra perdida — o The Book of Druimm Snechtai ou The Book of Drumsnat —, que terá sido composta num mosteiro no condado de Monaghan, entre os séculos VIII e X. A história que aqui se apresenta é baseada nessa versão, conhecida através de manuscritos posteriores. O The Book of Druimm Snechtai ou The Book of Drumsnat terá também contido a versão mais antiga de Togail bruidne Da Derga (A Destruição da Estalagem de Da Dergà), que também contamos neste volume. A versão mais tardia, por sua vez, surge no Lebor na hUidre ou em The Book of Dun Cow (O Livro de Dun Cow). Foi publicado por A. G. Van Hemel em «Compert ConCulainn and Other Stories »: vol. 111 de Mediaevai and Modern Iriíh Seriem, Dublin Institute for Advanced Studies, 1956. Encontra-se também traduzido por Thomas Kinsella, The Táin, Oxford, Oxford University Press, 1969.A personagem Dectora da peça de Yeats, The Shadowy Waters (1911), inspira--se em parte em Deichtine (in Collected Play

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Bruxaria sim


Ginna


  Sou alguém que buscou  por muito tempo o caminho da bruxaria......
    Li bastante, em livros, internet
   Conheci pessoas, listas, instituições, mas na verdade nada me acrescentou muito.
  Nas pessoas vi egos, ostentações de títulos. Muitos títulos, muitas palavras para pouco ensinamento.
  Na maior parte das vezes eram uma junção de tudo que já tinham lido (muitas vezes só pela internet) com pouca base e menos conteúdo ainda.
  As listas e grupos eram feitas por pessoas mais ou menos iguais as que tinha conhecido. Se perdiam em problemas pessoais, em conflitos de egos e em termos de aprendizado pouco ou nada acrescentavam, já que preferiam “lavar a roupa suja” com seus desafetos, do que partilhar real conhecimento.
     Muitas vezes fiquei pensando se o conhecimento existia, ou era só baseado em auto intitulação, em workshops de um dia, com muito gasto de dinheiro e pouca ou nenhuma

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Desapegar

Como é difícil desapegar... 

Aprendizado doído e muito sofrido.
Das coisas materiais, simbolismo e representatividade de nosso perfil no mundo, às pessoas/seres que tem uma história partilhada conosco.
Do filho que alça seus vôos para novos horizontes ao amigo que faz novos amigos e muitas vezes nesse novo agregar não nos cabe participar.
O mais fácil é deixar o ser amado livre para ir e vir ao sabor do vento. 

domingo, 6 de novembro de 2011

Resumo de: A Arte do Sonhar



Por Nyctaluz Noctula
Este resumo fiz em 2009, espero que seja de alguma valia aos curiosos e aos buscadores.

A Arte de Sonhar, 9º livro de Carlos Castañeda com os ensinamentos de D. Juan Malthus, publicado originalmente em 1993 pelo autor e editado no Brasil em 2007. O resumo segue divido em capítulos e estruturado em tópicos

1 - Feiticeiros da Antiguidade, uma Introdução:

a - Don Juan explica nessa parte sobre os Feiticeiros da Antiguidade, afirmando que estes viveram no México a milhares de anos passados e que foram os responsáveis pela criação da estrutura da feitiçaria, sendo que eram homens brilhantes e inteligentíssimos, porém muito pouco sensatos e menos ainda sábios;


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Meu caminhar na Bruxaria Tradicional



A Bruxaria Tradicional é um caminho de amor e aprendizado. 


Amor às tradições, à natureza, à vida e a espiritualidade. 


Aprendizado com toda uma história e tradição daqueles que vieram antes de mim, com seus deuses e ancestralidade.


Nesses anos a cada festival com um ensinamento/aprendizado diferente com nossos deuses, nossos irmãos de caminho e nosso Mestre.

sábado, 17 de setembro de 2011

Simbolismo animal na mitologia celta


Universidade de Michigan

Animais em galês, mitologia celta e estão vinculados com a fertilidade e vitalidade, porque eles estão vivos, em movimento, e em crescimento. Oferecem também continuidade de vitalidade e vida para as tribos através da sua carne, peles e espinhas. Além disso, eles são uma ligação para o domínio dos deuses e dos espíritos. Esta ligação é visto através da sua utilização na caça, a busca de segredos e sabedoria.

Animais têm associações específicas em função das características do tipo de animal. Aves, peixes, serpentes, veados, bovinos, suínos, e assim por diante todos tendem a ser utilizados como símbolos. Javalis, peixes, serpentes, aves, gado e os animais são os mais frequentemente descritos. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Os deuses dos Celtas continentais

Enquanto dependemos do testemunho dos celtas insulares para os mitos, para as imagens temos alguns documentos no tocante aos celtas do continente. Esses documentos são de dois tipos: textos de escritores antigos e inscrições e monumentos gauleses e galo-romanos. Os textos latinos e gregos são breves, enfáticos e sugerem concepções análogas às que são familiares em outras mitologias, sendo, portanto, tranquilizadoras.
As inscrições (meros

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Palavras...



Esta semana refleti muito sobre o valor das palavras.

Das palavras sinceras que ferem, das mentirosas que envenenam, das falsas que nos iludem.

Das palavras necessárias num momento de dor ou desnecessárias quando somente um olhar é suficiente e pleno.

Do guardar para si quando a repetição pode causar conflito e do cuidando do pronunciar quando o calar é covarde e omisso.

Das palavras gentis que nos remetem a um sentimento de amor e paz...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Canção do Peregrino

Sou o peregrino ,
Minha alma não tem lar.
A solidão e a saudade do silêncio e de tudo que ainda não vi queima meu peito,
os pés anseiam pela poeira da estrada.
Meus amores se perdem nas sombras,
... e muitas vezes apenas tenho os olhos da coruja como guias.

domingo, 28 de agosto de 2011

O Mestre aparece quando o discípulo está pronto.


Ouço esse provérbio muito antes de começar a trilhar o caminho do "conhecer". Muitas são as pessoas que em bate-papos informais, consultas e amigos que pedem ajuda para encontrarem um Mestre que possa ajudá-las em seus sofrimentos. Nós, ocidentais, somos incumbidos desde crianças a esperar o "Salvador" para todos os nossos sofrimentos e com isso esperamos que uma outra pessoa venha e resolva todos os nossos problemas, sejam, financeiros, amorosos, familiares, enfim, não nos ensinam que somos responsáveis por nossos próprios atos e ações. Desenvolvemos uma cultura de dependência e condicionamentos que nos deixam frustados quando atingimos certa maioridade e nos deparamos com a realidade e percebemos que não é a mesma coisa quando nós éramos completamente dependentes de nossos pais (ou familiar) e nos sentimos injustiçados e indefesos perante

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Lenda dos Kupe-dyeb

(Índios-morcego)

Conforme recolhido entre os Apinagés por Curt Nimuendaju (1939)
e traduzido por Alberto da Costa e Silva

No sertão de São Vicente, que se estende próximo ao Araguaia, existe a montanha Morcego. Nela há uma grande caverna com uma entrada em baixo, enquanto que bem no alto há um espécie de janela. Ali moravam antigamente os Kupe-dyep, seres de forma humana, mas com asas de morcego.

Um Apinagé flechara um veado perto da rocha do Morcego e acampara ali a noite porque já era tarde. Mas, enquanto ele dormia, os Kupe-dyeb vieram voando esmagando seu crânio com seus machados.

Como ele já estivesse há muito tempo ausente, seus parentes seguiram as suas pegadas e acharam seu cadáver. Em torno dele, viram também muitas pegadas, mas nenhum traço da chegada ou partida dos malfeitores.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Liberte-se





Sersenfé se considerava um grande mestre porque havia estudado todos os livros de todas as escolas de mistério da face da terra, sua busca pelo conhecimento o havia conduzido a lugares, a iniciados e a tomos de magia que antes ele nem sabia ser possível existir.

Então, refletindo sobre sua vida e onde já tinha passado, Sersenfé percebeu que existia apenas um lugar que ele não havia visitado. Era o de um ancião que vivia solitário em uma choupana no local mais inacessível da floresta, era um homem estranho que não era coberto de títulos e comendas como os outros mestres que até então ele já encontrara, era uma pessoa que vivera toda sua vida nas florestas e de lá extraira tudo o que sabia.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Canção de Amergin


Do Livro das Invasões ou 
Livro das Conquistas da Irlanda
(Lebor Gabála Eren)

Os Milesianos são a última onda migratória a se assentar na Irlanda. Após derrotarem os poderosos Tuatha de Danann, o povo liderado por Mil Espáine se estabelece nas terras irlandesas e encerra o Livro das Invasões. De todos os fatos narrados no texto mitológico, a invasão dos milesianos parece ser a que mais possui equivalência histórica, por sua associação com os Goidels, ancestrais dos modernos irlandeses. Segundo o Livro das Invasões, os Milesianos vêm da Cítia e se instalam na Península Ibérica, na região onde hoje fica a cidade portuguesa de Bragança (Trás-os-Montes, uma área rica em vestígios da ocupação celta pré-romana). De lá, partem para a Irlanda, onde aportam durante Beltaine, após demonstrarem grande conhecimento de magia. Um dos mais belos exemplos dessa magia é o poema recitado por Amergin, o primeiro bardo da Irlanda, ao desembarcar.

Sou uma brisa do oceano,

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mais uma celebração!






Nyctaluz Noctula





Gira a roda do ano de novo
é momento de celebração
alegria ao rever nosso povo
só contento vai no coração

Encontramos na hora marcada
combinados, de novo afinal
organizados, já a hora passada
é chegado mais um festival

Lá Brigid nos espera radiante
com seu fogo intenso a brilhar

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sacerdotes e Divindades Celtas

Resenha do Livro: Sacerdotes e Divindades Celtas

JUBAINVILLE, H. D'arbois de. Os Druidas. Os Deuses Celtas com Formas de Animais. São Paulo: Madras, 2003. ISBN 85-7374-674-2. Resenha originalmente publicada em Notícias Asgardianas : boletim bimestral de Arqueologia, História e Cultura Medieval, n. 44, dezembro de 2003.

Escritos entre os anos de 1904 e 1905 quando uma doença prendia-o ao leito e mais tarde foi o material por ele usado em suas aulas, Jubainville oferece ao leitor/estudioso brasileiro uma rica fonte de estudos acerca da religião celta. 

Jubainville com um texto simples e preciso faz um percurso histórico acerca da classe sacerdotal dos Druidas, apontando a suas funções dentro da sociedade celta, sua importância para o aprendizado tanto da alta magia como também da arte da composição e da narrativa, tanto da história do povo como o próprio aprendizado druídico. Todo esse aprendizado era transmitido oralmente o que obrigava tantos os "alunos" como os "professores" a exercitarem constantemente sua memória. Ao descrever o aprendizado tanto dos druidas como dos bardos, que freqüentavam por mais de vinte anos as escolas mantidas pelos Druidas, Jubainville nos mostra como funcionavam essas escolas e a importância da manutenção da oralidade: 


Índios


Traduzido de "Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder" - Kent Nerburn por Leela

Nós os índios, conhecemos o silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.

Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio 
e eles nos transmitiram esse conhecimento.
"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás.
Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Nos andes


Por Nuvem que Passa

Conta-se que vivia em alto ponto nos Andes um condor fêmea.

Por razões que existem para justificar essa história essa condor estava chocando 11 ovos.

Sim, 11 ovos no mesmo ninho, nas alturas colocados sob a grande condor, protegidos dos ventos gelados.

Do nada que eram, possibilidades erráticas, começaram os ovos a se tornar sementes, potenciais seres, os genes misturados, vindos de sua longa estrada traziam consigo o aprendizado de tantas combinações.

Num certo momento os ovos começaram a ter um contato telepático entre si.

E passaram a conversar.  
Sobre o que conversavam?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Celtas e cultura castreja


Autor - Ricardo da Costa (UFES) 
 
A cultura castreja (c. III a.C. - I d.C.): a longa tradição de resistência ibérica

Podemos afirmar que existe um hiato na arqueologia medieval lusitana para as questões sobre as quais nos propomos debruçar neste ensaio, face aos raros trabalhos publicados. Basicamente, os trabalhos sobre Arqueologia medieval portuguesa se encontram publicados em Arqueologia e História (órgão da Associação dos Arqueólogos Portugueses, 10 volumes, Lisboa, 1922-1932), mas contém essencialmente estudos sobre epigrafia, numismática e história da arte (MARQUES, 1988: 43). Uma importante exceção é o estudo das escavações sobre a batalha de Aljubarrota realizado por PAÇO (Dicionário de História de Portugal, vol. I: 109-111).

Mas não exageremos; nossa distância aumenta nosso desconhecimento. Face a esta dificuldade, percorremos um pequeno trajeto em busca de pontos em comum com o universo maior de nossas pesquisas: a guerra e seus componentes (para o caso luso, razias e fossados), nativos ibéricos e "estrangeiros", mecanismos de defesa relativos ao estabelecimento geográfico, utilização do habitat natural, etc.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

A história de Tuan Mac Carell.

Das lendas celtas da Irlanda


Após o fim do cerco e com a amizade estabelecida entre os dois sábios, Finnian instou Tuan para que contasse sua história.
Tuan começou:
─ Sou conhecido como Tuann, filho de Carell, filho de Muredac Red-Neck, e essas terras são herança de meu pai. Não sou tão conhecido pela genealogia de Ulster como devia, embora saiba algo dela. Eu sou sangue de Leinsterman. Sou também de uma longa linhagem e tenho uma honrável estirpe. Na verdade, sou Tuan, filho de Starn, filho de Sera, que era irmão de Partholon.
Finnian interrompeu:
─ Há um erro nessa menção, pois você citou duas genealogias diferentes.
Continuou Tuan:
─ São diferentes mas pertenço às duas.
─ Não entendo!
─ Sou agora conhecido como Tuan Mac Carell, mas nos velhos tempos fui conhecido como Tuan Mac Starn, filho de Sera.


O Longo Caminho Para a Alegria

Autoria: Thich Nhat Hanh in “The Long Road to Joy”

I
Você já chegou.
Portanto, sinta o prazer em cada passo,
e não fique preocupado com as coisas que ainda tem que superar.
Não temos nada diante de nós,
apenas um caminho para ser percorrido
a cada momento com alegria.
Quando praticamos a meditação peregrina,
estamos sempre chegando,
nosso lar é o momento atual,
e nada mais.
II
Por causa disso, sorria sempre enquanto andar.
Mesmo que tiver que forçar um pouco, e achar-se ridículo.

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